Tiradentes – Entre o privado e o público Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças! As pirâmides que novamente construístes Não me parecem novas, nem estranhas; Apenas as mesmas com novas vestimentas. William Shakespeare , O Tempo. O cantor Cazuza (1958-1990) fez grande sucesso com sua música O Tempo não para , de sua autoria e a parceria com Arnaldo Brandão. A canção apresentou um recorte do seu tempo e tratou das contradições da sociedade brasileira, embora já na redemocratização permanecia conservadora e sobretudo “moralista”. Muito antes, o poeta Shakespeare (1564-1616) refletia sobre o tempo, ao abordar as “novas pirâmides” – ou seja, as experiências humanas, quando o “novo”, conseguia apenas reproduzir os acontecidos, só a repetir as mesmas coisas, sem constrangimento em disfarçar que seguia o mesmo modelo adotado em tempos anteriores. O “muro de Berlim” em construção pela Copasa, a pedido da Prefeitura e ...
A lição que vem de Oliveira [...] Lembranças, dos falecidos Almas penadas, orar, pedir paz. Parentes, amigos, desconhecidos, Quanta tristeza, saudades, o dia traz. Finda o dia, Silêncio, almas vivas, a soluçar Novos desígnios e alegria, Novo ano. Corpos novos a descansar. [...] Márcio Almeida, Ocopoema. Praça da Matriz de Nossa Senhora de Oliveira, 1880. Acervo: J. Lima. Disponível em: @oliveiraemfoco. Oliveira é uma das cidades desmembradas da antiga Vila de São José – a atual Tiradentes. Povoado de Nossa Senhora de Oliveira, depois Vila da Oliveira, a partir de 1840, acabou por se conformar em vasto território, com os seguintes distritos: Nossa Senhora do Carmo do Japão, Nossa Senhora do Carmo da Mata, Nossa Senhora da Glória do Passa Tempo, Nossa Senhora da Aparecida do Cláudio, Nossa Senhora do Bom Sucesso, Santana do Jacaré, Santo Antônio do Amparo, Perdões, Cana Verde, São Francisco de Oliveira, e São João B...