Santa Rita de Cássia das causas impossíveis

 

 

        Ah, não há rosa sem espinhos, não no canteiro de Jesus

        Lá, quem quiser ganhar a vida tem que levar a sua cruz

        Neste jardim, foi semeada Rita de Cássia, a rosa-flor

        Que deixou tudo nesta vida. Porque entendeu o que é o amor

        Nem sofrimentos e família desiludiu sua decisão

        Seguir somente Jesus Cristo, jamais trair seu coração.

 

        Fostes a rosa preferida, ó Santa Rita de Jesus!

        Ensinas-me a lição de vida! Sofrer, amar, levando a Cruz [...]

 

        Hino a Santa Rita de Cássia, composição de Padre Cido.

 

 

 

 

Santa Rita de Cássia. Escultura do século XVIII, madeira policromada.

Santuário Diocesano de Santa Rita de Cássia. Ritápolis-MG.

Fotografia: Luiz Cruz.

 

 

 

O nome dela era Margherita Lotti (1381-1457), mas se tornara conhecida como Rita. Nasceu em Roccaporena e faleceu em Cássia – no dia 22 de maio, na Úmbria, região central da Itália; sua beatificação ocorreu em 1627 e a canonização em 1900.

 

Seus pais eram Antonio Lotti e Amada Ferri Lotti. Desde muito pequena, a menina manifestava sua vocação religiosa e o desejo de devotar sua vida a Cristo. O pai, Antonio, era um juiz de paz e arranjou-lhe um casamento. Na tenra idade de 12 anos, foi casada com Paulo Fernandino, com quem teve um casal de filhos, João Jácomo e Paulo Maria, provavelmente gêmeos. (Teixeira, 1995, p. 26).

 

Lotti tornou-se um marido agressivo com Rita e ela padeceu com ele por cerca de 18 anos:

 

O marido era um homem cruel e violento que a espancava sempre. Durante dezoito anos suportou resignadamente as brutalidades e traições do esposo, com o qual teve dois filhos gêmeos, pedindo a Deus sua conversão. Suas preces foram atendidas e certo dia Fernandino arrependeu-se do seu comportamento e pediu desculpas à esposa, passando a tratá-la com respeito. (Megale, 2003, p. 187).

 

Após convertido e arrependido, Lotti acabou assassinado, em decorrência de rivalidades anteriores. Seus filhos juraram vingança, mas acabaram doentes e faleceram. Rita rezou fervorosamente para que o assassino de Lotti fosse perdoado.


 

Cássia, Itália. No segundo plano está o Mosteiro Agostiniano, onde viveu

 Santa Rita de Cássia. Fotografia disponível na internet.


Sozinha no mundo, ela retomou seu antigo sonho de devotar a vida a Cristo. Planejou ingressar no Mosteiro de Santa Maria Madalena, das monjas agostinianas de Cássia. Pelo fato de ter sido mãe e viúva, foi recusada. Até que:

 

Conta a história que ela rezou fervorosamente e obteve o milagre de ser transportada até o interior do convento. Após esse milagre, foi aceita entre as agostinianas. E com elas viveu até os 76 anos na mais singela austeridade, doando-se a quem precisava e restabelecendo a fé nas pessoas. (Guimarães e Prôa, 2000, Santa Rita de Cássia).

 

Rita foi arrebatada para dentro do mosteiro, embora com suas paredes robustas de pedra, era mantido com grades de ferro e todo trancado. É provável que esse arrebatamento tenha sido o seu primeiro milagre dentre tantos realizados ainda em vida; “conforme a visão de Santo Agostinho (em algumas versões, São Francisco), São Nicolau e São João Batista”. (Simas, 2022, p. 123).

 

No mosteiro, seguiu religiosamente as ordens recebidas:

 

Para testá-la, a superiora deu-lhe a ordem de plantar, num canto do pátio, uma parreira seca e regá-la diariamente. Obediente, a humilde religiosa regou o ramo seco pelo espaço de um ano. Deus premiou a virtude de sua serva e o arbusto brotou, como se fosse uma planta viva, cresceu e produziu flores e frutos. (Megale, 2003, p.188). 

 

No pátio do mosteiro agostiniano ainda se pode observar a videira plantada por Rita de Cássia e o poço de onde ela retirava água para regar o galho seco. A uva tem sido distribuída em igrejas dedicadas à Santa Rita ao final da celebração do seu dia, 22 de maio. Uma vez, no Santuário Diocesano de Ritápolis, ganhamos um cacho de uvas e distribuímos entre os devotos presentes.

 

Gravura de Santa Rita de Cássia regando o galho seco da parreira.

Imagem disponível na internet.

 

 


 Pátio do Mosteiro, a parreira de uvas plantada por Santa Rita de Cássia 

e o poço de onde tirava água para regá-la. Fotografia disponível na internet.

 

 

O milagre mais divulgado de Santa Rita de Cássia se refere à sua grande devoção ao Senhor Crucificado. Diante dele passava horas consecutivas em oração e chegava a levitar. Um dia:

 

pediu a Deus que lhe concedesse uma lembrança sensível em seu corpo, da Paixão de Cristo, no que foi atendida. Certo dia, depois de um sermão sobre a Paixão e Morte de Jesus Cristo, um espinho de desprendeu da imagem do Senhor Crucificado e cravou-lhe na testa santa, causando-lhe uma dor insuportável. A ferida do espinho acompanhou até a sua morte, fazendo-a sofrer horrivelmente. (Megale, 2003, p. 188).

 

 

O espinho na testa causou-lhe um estigma para sempre. As cinco chagas de Cristo são estigmas. São Francisco de Assis recebeu os estigmas do crucificado e acabou conhecido também como “São Francisco das Chagas”. Outros santos também receberam, como Santa Gema Galgani (1878-1903), a beata Teresa Neumann (1898-1962) e Frei Pio de Pietralcina (1887-1968). Santa Rita de Cássia teve única chaga na testa, mas não implica que tenha sofrido menos que os que tiveram as cinco, como o Cristo crucificado. Ela teve que se afastar das religiosas e recolher em sua cela, em consequência dessa chaga.

 

Em 1450, o papa Nicolau V promulgou o Ano Santo e milhares de católicos se preparam para ir a Roma. As manjas do Mosteiro de Santa Maria Madalena, de Cássia, também. Para Rita, havia um problema, a chaga aberta na testa – que as vezes exalava odor forte. Com suas orações fervorosas, obteve o fechamento da chaga, partiu e ficou registrado: “Meu Deus, se quiserdes curar-me para que um possa visitar o túmulo de São Pedro e ver o vosso representante, o papa Nicolau V. Quando regressar, quero a minha chaga de volta”. (Teixeira, 1995, p. 59). Ela era firme e poderosa em sua fé.

 

 

A Santa das causas impossíveis

 

A saúde de Rita no mosteiro acabou abalada. Acamada e reclusa em sua cela, certa vez recebeu a visita de uma parenta, que lhe perguntara se queria alguma coisa da sua terra. – “Oh! Sim. Traga-me uma rosa e dois figos lá do meu quintal”. Era inverno e impossível encontrar rosa e figo naquela época. A parenta ao chegar a Roccaporena, dirigiu-se à casa de Rita e lá encontrou a roseira florida e os figos maduros, colheu e os levou para ela.


 


A rosa tornou-se um dos símbolos de Santa Rita de Cássia.

Fotografia: Luiz Cruz.

 

Após o falecimento de Rita, antes de seu corpo ser fechado e selado em uma urna, uma parenta que tinha um braço atrofiado, debruçou sobre o corpo santo e sentiu que seu braço voltou ao normal. Os músculos do braço voltaram a se movimentar. Estava curada. (Teixeira, 1995, p. 33).

 

Uma década após sua morte, por ordem do bispo de Spoleto, a urna de Santa Rita foi aberta para o reconhecimento dos seus restos mortais. O corpo estava intacto e perfumado. (Teixeira, 1995, p. 68). Fato destacado, “apesar da decomposição ou má mumificação, ainda deixam entrever detalhes faciais, como ocorre, por exemplo, com Rita de Cássia ou Catarina de Bolonha.” (Bohrer, 2026, p. 156).


 

O corpo incorrupto de Santa Rita. Basílica de Cássia, Itália.

Fonte: Monastero Santa Rita de Cascia.



Entre tantos milagres operados e registrados, dois fenômenos envolvem Santa Rita, a bilocação e levitação (Bohrer, 2026, p. 120). A bilocação, ou ubiquidade, ocorria também com o lisboeta e franciscano Santo Antônio de Pádua (1195-1231), trata-se da possibilidade de estar em dois lugares distintos simultaneamente.

 

 

O culto à Santa Rita de Cássia

 

A partir da Itália, o culto à Santa Rita de Cássia se expandiu, chegou Portugal e consequentemente ao Brasil. Tornou-se muito popular, principalmente nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. A partir do século XVII, diversas edificações foram erguidas e dedicadas à essa devoção, a exemplo das igrejas setecentistas no centro do Rio de Janeiro e em Paraty.


 


Igreja de Santa Rita de Cássia. Atual Santuário Diocesano de Santa Rita.

Rio de Janeiro. Fotografia antiga, disponível na internet.

 

 

 

Santa Rita de Cássia em Minas Gerais

 

 

A devoção denomina alguns municípios mineiros, onde é a padroeira, como: Santa Rita do Ibitipoca, Santa Rita de Caldas, Santa Rita de Jacutinga, Santa Rita de Minas, Santa Rita de Itueto, Santa Rita do Sapucaí. Ainda, municipalidades que adaptaram sua toponímia, como Ritápolis e Cássia. Além dos diversos distritos, como Santa Rita de Ouro Preto, Santa Rita de Extrema, Santa Rita das Palmeiras e tantos outros. (Barbosa, 1995, p. 297-299).

 

A devoção se fortaleceu e em algumas cidades as igrejas passaram por obras de ampliação e renovação do gosto arquitetônico, como o caso de Itumbiara, onde a padroeira é Santa Rita de Minas.




Antiga igreja de Santa Rita, Itumbiara-MG. Fotografia disponível em:

nilsonfreirenews.blogspot.com/2013/08/igreja-de-santa-comemora

 

 


Antiga Matriz de Santa Rita de Cássia, de Santa Rita de Minas.

Fotografia: Acervo da Câmara Municipal.


 

Em Minas, dentre tantas edificações dedicadas à essa devoção, merece destaque a moderna igreja de Cataguases, projeto arquitetônico de Edgar Guimarães do Vale, da década de 1940 e concluída em 1968. Sua fachada frontal foi contemplada com uma azulejaria da artista Djanira da Motta e Silva (1914-1979), com o título “A vida de Santa Rita”. 


 


Santuário Diocesano de Santa Rita de Cássia, projeto da década de 1940.

Cataguases-MG. Fotografia: Luiz Cruz.

 

  

 

A iconografia de Santa Rita de Cássia

 

 

Um dos aspectos mais ricos das artes visuais em Minas Gerais é a imaginária setecentista, indubitavelmente. Em centenas de igrejas mineiras encontramos a representação de Santa Rita de Cássia, do século XVIII ao XXI. Sua escultura as vezes aparece policromada, estofada, dourada e carnada. Em outras representações têm as vestes escuras, traja o hábito das monjas agostinianas. Geralmente, a tez é clara, com a presença do sangue da chaga da testa e o Crucificado – referência ao seu milagre mais impactante. Sobre a cabeça ostenta o resplendor raiado, de prata.

 

Seus atributos pessoais: espinho cravado na testa; palma com três coroas – com relação a sua vida (três vezes exemplar: como donzela, esposa e monja). Atributos outros: crucifixo ou coroa de espinhos entre os braços; rosas ou figos, pois ao morrer fez com que eles florescessem no jardim do mosteiro em pleno inverno (pelo que é tida, desde o século XVII, como advogada dos impossíveis). (Lorêdo, 2002, p. 150).

 

 

 


Escultura de Santa Rita de Cássia, policromada, dourada e carnada. Século XVIII.

Retábulo colateral da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. 

Cachoeira do Brumado, Mariana-MG. Fotografia: Luiz Cruz.


 

 


Detalhe, escultura de Santa Rita de Cássia, policromada, dourada e carnada.

 Século XVIII. Retábulo colateral da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. 

Cachoeira do Brumado, Mariana-MG. Fotografia: Luiz Cruz.




Escultura de Santa Rita de Cássia, policromada, dourada e carnada. 

Século XVIII. Retábulo lateral da Matriz de Santo Antônio. 

Tiradentes-MG. Fotografia: Luiz Cruz.

 

 


Escultura de Santa Rita de Cássia, policromada, dourada e carnada.

 Século XVIII.  Retábulo lateral da Igreja de São Francisco de Assis. 

São João del-Rei-MG. Fotografia: Luiz Cruz.




Escultura de Santa Rita de Cássia, policromada, dourada e carnada. 

Século XVIII. Matriz de Nossa Senhora da Conceição. 

Prados-MG. Fotografia: Luiz Cruz. 

 

     



Escultura de Santa Rita de Cássia, policromada, dourada e carnada. Século XVIII. 

Catedral da Sé. Mariana-MG. Fotografia: Marques Brenner.

 

 

 


Escultura de Santa Rita de Cássia, policromada e carnada.

 Século XVIII.  Museu Mineiro. Belo Horizonte-MG. 

Fotografia: Luiz Cruz

 

 

 

O Caminho de Santa Rita

 

 

O Campo das Vertentes e o Roteiro Turístico Trilha dos Inconfidentes têm se destacado com novas propostas – os caminhos religiosos, com as caminhadas peregrinas.  O Caminho de São Tiago vem se consolidando – com partida de Ouro Preto e chegada no município de São Tiago, a terra do Café com Biscoito. O trajeto se encontra sinalizado e oferece ao peregrino vivências diversas.

 

O Caminho de Manoelina dos Coqueiros, parte de Entre Rios de Minas – terra natal da “Santa dos Coqueiros” e termina em Crucilândia, onde foi sepultada. É o caminho das águas, com muitas cachoeiras, represas, riachos e rios. Manoelina dos Coqueiros utilizava apenas a água para a realização da cura. Esse caminho é simplesmente espetacular, a percorrer os 75 km. É pura emoção.


 


Primeiro grupo a realizar o Caminho de Manoelina dos Coqueiros –

Entre Rios de Minas a Crucilândia – 75 km. Fotografia: Luiz Cruz. 

 

 

Em 2020, em São João del-Rei, um grupo de amigas reuniu-se por diversas coisas em comum, nas famílias, na religiosidade, nos esportes e principalmente nas redes de apoio à comunidade. Ainda, em comum entre elas a forte devoção à Santa Rita de Cássia. Como pessoas muito ligadas à saúde espiritual e física, decidiram fazer uma caminhada, de São João del-Rei até o Santuário Diocesano de Santa Rita, em Ritápolis, trajeto de 25 km. A proposta ocorreu no ano seguinte, com mais convidados.


 

 

As pioneiras do Caminho de Santa Rita

São João del-Rei / Ritápolis – 75 km

 

 

Fernanda Chaves

Ana Paula Garcia

Cláudia Mérice da C. Resende do Nascimento

Débora Detomi

Daniela Martins Moreira

Sara Andresa de Andrade

Simone Cristina Ferreira da Silva

Crystiany Nascimento

 



A edição da Caminhada Peregrina de Santa Rita de Cassia de 2025 contou com cerca de 300 participantes. Foi um grande sucesso e causou impacto sobre os devotos. Os moradores ao longo do trajeto também vibraram com a passagem de tantos peregrinos. Durante o percurso, fizeram uma longa corrente, todos em oração. Seguiram concentrados. Rezaram “Terços” juntos. Deram muitos vivas à Santa Rita.

 

 


As pioneiras do Caminho de Santa Rita, Santuário Diocesano de Santa Rita de Cássia, 

Ritápolis-MG, na 6ª edição da caminhada peregrina. Fotografia: Luiz Cruz.

 

 


Caminho de Santa Rita, 6ª Caminhada Peregrina, São João del-Rei a Ritápolis-MG.

Fotografia: Luiz Cruz.


 

Para a 7ª edição da Caminhada Peregrina de Santa Rita, ocorrida no dia 17 de maio, houve grande mobilização. O Caminho ganhou sinalização e placas com frases da santa, ou alusivas a ela.

 

Na madrugada com neblina densa e frio, cerca de 1500 peregrinos se reuniram na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na Colônia, para a benção inicial. Juntos, partiram, a formar a maior corrente em oração já realizada no Campo das Vertentes. O Caminho de Santa Rita é muito bonito, com paisagens amplas, com três fontes naturais de água potável, com trechos sombreados e ensolarados. Ou seja, tem tudo para se fortalecer e se tornar num grande atrativo: religioso, devocional, turístico e esportivo.


 

 

Caminho de Santa Rita, 7ª Caminhada Peregrina, São João del-Rei a Ritápolis-MG.

 Fotografia: Luiz Cruz.


 

 

O Caminho de Santa Rita já se encontra sinalizado.

Fotografia: Luiz Cruz.


 


 O Caminho de Santa Rita já se encontra sinalizado e o percurso é

 feito com segurança.  Fotografia: Luiz Cruz.

 

 

Para a edição de 2026, a Comunidade da Prainha, a Prefeitura de Ritápolis e a Trilha dos Inconfidentes ofereceram um delicioso café para os peregrinos. Tudo impecável e saboroso. Parece que ocorreu o milagre da “multiplicação dos pães”, com tanta fartura, porque a comunidade abraçou a causa e tudo transcorreu bem.

 

Preparar uma mesa de café para 1500 peregrinos é um desafio. Foi um Café Nota 10.

 

 

Mesa do Café para os peregrinos. Comunidade da Prainha, Ritápolis-MG.

Fotografia: Luiz Cruz.


 

Comunidade da Prainha. Ritápolis-MG. Fotografia: Luiz Cruz.

 

 

Os peregrinos de Santa Rita são muito dedicados e emotivos. Ao longo do percurso, registramos manifestações expressivas. Quando a imagem passa, há comoção. Os moradores prestam homenagens a ela. É muito bonito, é muito emocionante essa devoção popular. 

 

 

                                         
                                         Homenagens dos moradores do Caminho de Santa Rita.

7ª Caminhada Peregrina de Santa Rita de Cássia.              

Fotografias: Luiz Cruz. 

 

     



Homenagens dos moradores do Caminho de Santa Rita.

7ª Caminhada Peregrina de Santa Rita de Cássia.

Fotografias: Luiz Cruz.

 

 


Homenagens dos moradores do Caminho de Santa Rita.

7ª Caminhada Peregrina de Santa Rita de Cássia.

Fotografia: Luiz Cruz.

 



Homenagens dos moradores do Caminho de Santa Rita.

7ª Caminhada Peregrina de Santa Rita de Cássia.

Fotografia: Luiz Cruz.

 

 

Homenagens dos moradores do Caminho de Santa Rita.

7ª Caminhada Peregrina de Santa Rita de Cássia.

Fotografias: Luiz Cruz.

 

 

A chegada da 7ª Caminhada ao Santuário de Santa Rita foi impactante. O povo da cidade estava lá para receber os peregrinos. Os sinos foram dobrados e a banda de música tocava. Padre Geraldo Sérgio França, vigário, estava na porta do Santuário. As oito pioneiras do Caminho de Santa Rita ganharam buquês de rosas, um dos símbolos da santa, e logo distribuíram entre os devotos. Depois, foi celebrada a Santa Missa por intenção de todos os peregrinos. Somente no dia 17, domingo, ocorreram três caminhadas peregrinas de Santa Rita, em Ritápolis.


 


O peregrino Marcos Ferreira, de Entre Rios de Minas, ganhou uma rosa.

Fotografia: Luiz Cruz.


 


Primeiro dia da novena, os padres Geraldo e Ademir. 

Santuário Diocesano de Santa Rita de Cássia. Ritápolis-MG. 

Fotografia: Acervo da Paróquia de Santa Rita.


 

A festa de Santa Rita de Cássia em Ritápolis é uma potência. Ocorre a novena e neste ano, no primeiro dia a Santa Missa foi presidida pelo padre Ademir Sebastião Longatti. A procissão luminosa do dia 22 de maio percorre as ruas da cidade, num longo trajeto e os moradores capricham na ornamentação das casas e das ruas. É tudo muito forte e muito bonito, como Santa Rita de Cássia merece.

  

Na contemporaneidade, aflorou a violência contra a mulher, as agressões físicas, morais e o grave dano psicológico. Lamentavelmente, isso ocorre com muita frequência. Há o feminicídio, que tem aumentado quase que cotidianamente no Brasil. Torna-se importante lembrar que Santa Rita foi uma esposa amorosa, mas espancada pelo marido. Com isso, ela padeceu por cerca de 18 anos, é o que chamamos de violência doméstica. Principalmente as mulheres, nos casos de adversidade, recorram a Santa Rita; a todos os seus devotos, nas causas impossíveis, invoquem Santa Rita.

 


Luiz Antonio da Cruz


 

Agradecimentos: Maria Clara Caldas Ferreira, Alex Bohrer, Maria José Boaventura, Fernanda Chaves, Marques Brenner, Comissão Organizadora da 7ª Caminhada Peregrina de Santa Rita, a todos apoiadores e a todos os peregrinos.

 

 

Referências:

 

ATTWATER, Donald. Dicionário de Santos. São Paulo: Art Editora, 1991.

 

BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1995.

 

BOHRER, Alex Fernandes. A história dos santos católicos para quem tem pressa. Rio de Janeiro: Valentina, 2026.

 

COELHO, Beatriz. Devoção e Arte – Imaginário Religiosa em Minas Gerais. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 2017.

 

GUIMARÃES, Ariadne C.; PRÔA, Ana Lúcia. O livro dos Santos – 365 biografias dos santos mais conhecidos, uma para cada dia. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.

 

LORÊDO, Wanda Martins. Iconografia Religiosa – Dicionário Prático de Identificação. Rio de Janeiro: Pluri Edições, 2002.

 

SIMAS, Luiz Antonio. Santos de Casa – Fé, crenças e festas de cada dia. Rio

de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022.

 

TEIXEIRA, Aloísio. Vida de Santa Rita. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 1995.

 

VARAZZE, Jacopo de. Legenda Áurea – Vida de Santos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/o-poder-de-estar-em-dois-lugares-ao-mesmo-tempo-1.2235326Ubiquidade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Publicações sobre patrimônio cultural e ambiental de Tiradentes e região - abordando o patrimônio material e imaterial.

Postagens mais visitadas.